A senadora eleita Bia Kicis (PL-DF) afirmou nesta quarta-feira, 28, que o Brasil será visto como uma “republiqueta” enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanecer nos Estados Unidos.
“A cada dia que Flávio Bolsonaro ficar fora do Brasil, exilado político, e Jair Bolsonaro (que se recusou a sair do Brasil) permanecer preso por perseguição política, o mundo enxergará o Brasil como uma republiqueta onde direitos humanos são violados e onde a oposição é perseguida e condenada por não se curvar ao regime”, escreveu no X.
Flávio se autoproclamou presidente eleito do Brasil em uma carta na qual acusa autoridades brasileiras de fraude eleitoral e classifica o país como um regime de exceção. Ele também afirma que pretende liderar a oposição do exterior.
Alegações
“Quero dizer, não só para os meus 60 milhões de eleitores, mas para o povo brasileiro, que eu sou o presidente eleito e os criminosos que roubaram a eleição do Brasil são parte de uma organização criminosa que implementou uma tirania”, escreveu.
Flávio voltou a questionar o resultado do segundo turno, vencido por Lula (PT), e atribuiu a derrota a supostas irregularidades na votação.
O senador também citou a ampliação do horário de votação em algumas localidades por decisão judicial e alegou que a medida teria comprometido a igualdade entre os eleitores.
Ele também acusou a campanha adversária de abuso de poder político e econômico e defendeu a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin.
As acusações de fraude foram apresentadas por Flávio no pronunciamento, mas o senador não apresentou, no texto, provas que sustentem a alegação de que o resultado eleitoral tenha sido fraudado.
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Flávio diz que liderará oposição dos EUA
No documento, o senador também atacou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e afirmou que a atuação das autoridades brasileiras representa perseguição política. Segundo Flávio, não há mandado de prisão contra ele, e sua saída do país teria sido motivada pela preocupação com a segurança de sua família.
“Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional”, escreveu. Em outro trecho, negou ter fugido: “Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros”.
Flávio agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei, pela acolhida. Também comparou sua situação à de figuras históricas que atuaram no exílio, como Rui Barbosa e Charles de Gaulle, e afirmou que pretende continuar sua atuação política a partir dos Estados Unidos.
“Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, declarou, ao se dirigir a senadores, deputados e governadores aliados.
Ao final, o senador afirmou que pretende divulgar nos próximos dias uma estratégia para mobilizar a oposição por meios que classificou como pacíficos e legítimos. Ele encerrou o pronunciamento dizendo que a luta política continuará até que, em suas palavras, o Brasil volte a ser um país livre.
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