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O senador Flávio Bolsonaro (PL) divulgou uma carta golpista nesta quarta-feira (28) dizendo ser o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e alegando, sem provas, que houve fraude na eleição. O documento usava um brasão antigo com a frase “Estados Unidos do Brazil”, nome dado ao Brasil após a Proclamação da República em novembro de 1889.
A carta golpista foi divulgada por aliados de Flávio, como o empresário Paulo Figueiredo. Em seguida, eles enviaram à imprensa uma versão corrigida, com o brasão atualizado, que diz “República Federativa do Brasil.”
No texto, o senador agradece nominalmente os presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos Estados Unidos, Donald Trump. Flávio desembarcou em Miami na manhã de hoje depois de fugir do Brasil por meio de uma operação secreta com apoio do governo argentino.
No documento, Flávio repete a informação falsa de que houve fraude eleitoral no segundo turno da eleição presidencial no Brasil. Ele responsabilizou o ministro Cristiano Zanin, do STF, que prorrogou a votação até as 19h após relatos de redução da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento de eleitores, principalmente em São Paulo e na Bahia.
Apenas 34,3 mil votos foram registrados após as 17h. Lula venceu Flávio por mais de 4 milhões de votos de diferença.
Os pedidos de prorrogação foram feitos tanto pelo PT e quanto pelo PL. A campanha petista pediu a extensão do horário em todo o país. Já o PL solicitou que a votação fosse estendida apenas em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina.
No texto, Flávio chama o governo Lula de “regime” e afirma ter sido vítima de perseguição por parte do Judiciário. Ele menciona o fato de o ministro Alexandre de Moraes ter determinado a apreensão de seus passaportes (que não foram entregues). Cita também o que chama de perseguição ao seu pai, ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

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