
O plantio da soja na safra 2026/27 alcançou 45,8% da área prevista no Brasil em outubro, após a retomada das chuvas em importantes regiões produtoras. O avanço colocou a semeadura nacional à frente do ritmo observado nas últimas cinco safras, conforme levantamento da Consultoria Agro Itaú BBA.
A recuperação das precipitações no Brasil Central permitiu que produtores retomassem os trabalhos em áreas que aguardavam condições adequadas de umidade. Com isso, diminuiu o risco de concentração das operações em novembro, período em que eventuais atrasos podem comprometer o calendário das culturas seguintes.
Mato Grosso apresentou recuperação no ritmo após um início de semeadura mais lento. No Paraná, a maior regularidade das chuvas favoreceu as operações nas primeiras semanas, embora o excesso de precipitações tenha provocado desaceleração posteriormente.
Goiás e Mato Grosso do Sul também registraram evolução durante outubro. Nos dois estados, a continuidade do plantio ainda depende da frequência das chuvas, já que períodos quentes e secos podem reduzir a umidade superficial do solo.
O avanço da semeadura não ocorreu de maneira uniforme no território brasileiro
Na Bahia, no Tocantins e no Maranhão, os trabalhos começaram a ganhar intensidade com a chegada das precipitações. Minas Gerais e São Paulo apresentaram comportamento próximo ao calendário habitual, enquanto o Rio Grande do Sul permanecia no início da janela de plantio.
Segundo o Itaú BBA, a antecipação das operações nas principais regiões produtoras representa uma condição favorável também para a segunda safra. A colheita antecipada da soja amplia o período disponível para a implantação de milho e algodão.
Apesar da recuperação do calendário, o relatório destaca que a distribuição das chuvas continuará sendo determinante para o estabelecimento das lavouras e a manutenção do potencial produtivo da safra brasileira.

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