STM aceita denúncia contra Roberto Jefferson por suposto documento falso em registros de armas


Resumo
O Superior Tribunal Militar aceitou, por unanimidade, a denúncia do Ministério Público Militar contra o ex-deputado Roberto Jefferson por suposto uso de documento falso para obter registros de armas como CAC. A acusação aponta que, em 2020 e 2021, ele declarou ter bons antecedentes e não responder a processos criminais, omitindo sua condenação anterior no Mensalão e outras investigações. A defesa do ex-parlamentar informou que aguardará a publicação da decisão para apresentar os recursos cabíveis.

O Superior Tribunal Militar (STM) aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Militar (MPM) contra o ex-deputado federal Roberto Jefferson por suposto uso de documento falso em registros de armas. Em decisão unânime divulgada nesta terça-feira, 3, o tribunal decidiu que a denúncia deve ser recebida pela primeira instância da Justiça Militar.

A primeira instância havia negado a denúncia, mas o MPM recorreu.

Procurada, a defesa de Roberto Jefferson Monteiro afirmou que “aguardará a publicação do Acórdão, que reformou a decisão do Juízo Processante, que acertadamente rejeitou a Denúncia apresentada em face do seu cliente por falta de justa causa, que posteriormente será objeto dos Recursos competentes, acreditando fielmente no provimento dos Recursos, com a manutenção originária da rejeição da exordial acusatória”



STM aceita denúncia contra Roberto Jefferson por suposto documento falso em registros de armas
STM aceita denúncia contra Roberto Jefferson por suposto documento falso em registros de armas

Foto: Reprodução/Instagram/Roberto Jefferson – 03/08/2021 / Estadão

A denúncia foi oferecida pelo MPM em fevereiro de 2026, quando o órgão identificou duas declarações consideradas ‘incompatíveis com a realidade’, relacionadas ao registro de CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) do ex-parlamentar. Isso configura, para a denúncia, duas condutas supostamente criminosas.

Em uma delas, feita em 2020, ele teria afirmado, sob as penas da lei, que não respondia a inquérito ou processo criminal. Ele também teria declarado possuir bons antecedentes e idoneidade moral.

Em outra ocasião, no ano de 2021, Jefferson voltou a declarar possuir bons antecedentes e idoneidade moral, quando transferiu seu certificado entre regiões militares do Rio de Janeiro, segundo o MPM.

Roberto Jefferson foi condenado em 2012 no caso do Mensalão. Por isso, as declarações são consideradas incompatíveis com a realidade pelo Ministério Público Militar.

A investigação foi iniciada após o MPM receber uma denúncia, em 2022, de que Jefferson mantinha o registro de CAC mesmo estando em prisão domiciliar e respondendo a processos criminais.

Em 2021, o ex-deputado voltou a ser preso, pois a Polícia Federal identificou indícios de atuação de Jefferson em uma organização criminosa em meio ao inquérito das milícias digitais. Ele foi condenado por a mais de nove anos de prisão, pelos crimes de atentado ao exercício dos Poderes, calúnia, homofobia e incitação ao crime. Em 2022, ele atacou agentes da Polícia Federal com tiros e granada.

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