Idosos com mais de 60 anos serão afetados por nova regra dos bancos

Uma transferência muito diferente da rotina poderá exigir uma confirmação extra antes de sair da conta. O Projeto de Lei 1453/2026, em análise na Câmara dos Deputados, prevê proteção adicional nas transações bancárias de idosos. A proposta ainda não vale, mas pode obrigar bancos a oferecer o recurso sem custo para clientes com 60 anos ou mais.

O projeto propõe uma segunda etapa de autenticação para operações consideradas de risco. O objetivo é reduzir golpes sem impedir que a pessoa idosa use sua conta normalmente.

A ficha oficial do Projeto de Lei 1453/2026 informa que o texto foi apresentado pelo deputado Lucas Abrahao em 27 de março de 2026. Em julho, a proposta estava pronta para entrar na pauta da Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa.

A regra proposta alcança bancos e outras instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. A obrigação seria oferecer a camada extra, enquanto os detalhes técnicos dependeriam de regulamentação posterior.

Idosos com mais de 60 anos serão afetados por nova regra dos bancos
Idosos com mais de 60 anos serão afetados por nova regra dos bancos

Como a autenticação adicional funcionaria?

A confirmação extra seria acionada quando o banco identificasse uma operação diferente do comportamento normal do cliente. Compras e pagamentos recorrentes poderiam continuar sem essa etapa.

O substitutivo apresentado pelo relator Castro Neto organiza o funcionamento em 4 pontos:

1

Análise do perfil habitual
O banco compara a operação com valores, horários e rotinas já observados na conta.

2

Confirmação apenas quando houver risco
A segunda etapa seria usada de forma seletiva em movimentações fora do padrão.

3

Critérios personalizados
O cliente poderia ajustar limites e condições conforme a futura regulamentação.

4

Rotina preservada
Operações frequentes e compatíveis com o histórico não receberiam a trava adicional.

Quais operações poderiam receber a confirmação extra?

A confirmação poderia alcançar transferências, pagamentos, crédito, serviços financeiros e mudanças importantes no cadastro. O acionamento dependeria da versão aprovada e da análise de risco feita pelo banco.

O projeto não fixa um único valor para todos os clientes. Os limites poderiam ser definidos pelo titular ou pela instituição, conforme a versão final e as regras do Banco Central.

O texto original apresentado na Câmara cita situações que exigem cuidado maior:

  • Transferências eletrônicas: movimentações para outras contas poderiam exigir uma validação adicional.
  • Pagamentos elevados: o cliente poderia definir limites para acionar a proteção.
  • Operações de crédito: empréstimos e outras contratações entrariam entre as situações cobertas.
  • Alterações cadastrais: mudanças relevantes nos dados da conta poderiam receber uma etapa extra.
Idosos com mais de 60 anos serão afetados por nova regra dos bancos
Idosos com mais de 60 anos serão afetados por nova regra dos bancos

O que mudou entre o texto original e o substitutivo?

O substitutivo trocou a validação feita por uma pessoa de confiança por um sistema baseado no risco da operação. Essa mudança foi recomendada pelo relator, mas ainda depende da votação nas comissões.

O parecer com o novo texto do projeto compara a proposta inicial com o modelo sugerido pelo relator:

Original

Pessoa de confiança validaria operações
O cliente indicaria alguém para aprovar ou rejeitar certas movimentações.

Substitutivo

Risco da operação aciona a segunda etapa
A análise considera valores, rotinas e histórico de uso da conta.

Mantido

Serviço gratuito para clientes idosos
As 2 versões obrigam a instituição a oferecer a proteção sem cobrança.

Proposto

Entrada em vigor após 180 dias
O prazo começaria depois da publicação da futura lei.

Leia também: INSS altera regras e comunica idosos de 59 a 65 anos

O que já existe hoje para proteger transações bancárias?

Os bancos já usam senhas, biometria, limites e sistemas para detectar movimentações suspeitas, inclusive no Pix. Essas barreiras atendem clientes de todas as idades e não dependem da aprovação do novo projeto.

Em 2026, aparelhos não cadastrados ficam sujeitos a limites de R$ 200 por operação e R$ 1.000 por dia no Pix. O sistema também prevê análise de suspeita de fraude, bloqueio cautelar e devolução pelo Mecanismo Especial de Devolução.

As medidas de segurança explicadas pelo Banco Central já protegem operações digitais. Caso o projeto vire lei, a autenticação extra para pessoas idosas será somada a esse conjunto e ainda precisará de regulamentação.



Fonte


Publicado

em

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *